Troca de técnicos no Brasileirão: ranking global surpreende

Troca de técnicos no Brasileirão continua em alta e, confesso, me surpreendi ao constatar que mesmo com 85% dos clubes mudando de comando no último ano, o campeonato nacional não lidera o ranking mundial de demissões.

  • 85% dos times da Série A trocaram de treinador em 12 meses
  • Primeira divisão do Chipre aparece com 100% de mudanças
  • Noruega exibe o modelo mais estável, com apenas 18,8% de trocas

Troca de técnicos no Brasileirão: ranking global surpreende

O levantamento analisou 55 ligas e confirmou uma tendência planetária de instabilidade: a média geral de trocas é de 65,2%. No topo, o futebol cipriota registrou mudança em todos os 14 clubes. O Brasileirão ficou na sexta posição, empatado com campeonatos de Venezuela e Bélgica, mas atrás de Peru e da Serie B italiana.

Entre as causas apontadas para o índice elevado no Brasil estão contratos curtos, pressão imediata por resultados e impaciência de dirigentes que buscam uma solução rápida para crises esportivas e financeiras.

Top 10 ligas com maiores mudanças de técnicos

  • Chipre: 100% (14 clubes)
  • Peru: 94,4% (17 de 18)
  • Itália – Serie B: 90% (18 de 20)
  • Bélgica: 87,5% (14 de 16)
  • Venezuela: 85,7% (12 de 14)
  • Brasil – Série A: 85% (17 de 20)
  • Paraguai: 83,3% (10 de 12)
  • Sérvia: 81,3% (13 de 16)
  • Chile: 81,3% (13 de 16)
  • Romênia: 81,3% (13 de 16)

Estabilidade em pauta: Noruega lidera a permanência

No extremo oposto, a Eliteserien norueguesa chama atenção: somente três trocas foram registradas entre 16 clubes (18,8%). Mais da metade dos treinadores noruegueses está no cargo há mais de dois anos, o que resulta em média de 32 meses de permanência—quase o triplo do registrado no Brasil.

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  • Noruega: 18,8% de trocas
  • Países Baixos: 38,9%
  • Espanha (La Liga): 40%
  • Inglaterra (Premier League): 40%
  • Coreia do Sul: 41,7%
  • Finlândia: 41,7%
  • Estados Unidos (MLS): 43,3%
  • Suécia: 43,8%
  • França – Ligue 2: 44,4%
  • França – Ligue 1: 50%

Vale notar que a estabilidade não depende de técnicos veteranos. A Suécia, por exemplo, figura entre as dez ligas mais estáveis com média de idade de apenas 43,5 anos, enquanto a Bulgária tem os treinadores mais experientes (55,6 anos) mesmo com maior rotatividade.

Perguntas Frequentes

Por que o Brasileirão troca tantos técnicos?

Dirigentes buscam resultados imediatos, contratos são curtos e a pressão de torcidas e patrocinadores acelera demissões.

Qual liga mais demite treinadores no mundo?

Atualmente, a primeira divisão do Chipre lidera com 100% dos clubes alterando o comando técnico no último ano.

Existe relação entre idade do treinador e estabilidade?

Não. Países como Suécia mostram alto índice de permanência com técnicos mais jovens, enquanto Bulgária tem idade média alta e troca frequente.

Para acompanhar mais análises e atualizações do futebol brasileiro e mundial, navegue pelo site do Mais Bola.

Resumo: Mesmo com índice de 85% de mudanças em 12 meses, a troca de técnicos no Brasileirão não lidera o ranking global. Chipre ocupa o topo com 100%, enquanto Noruega se destaca pela estabilidade de longo prazo. Continue ligado no Mais Bola para não perder nenhuma novidade.

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