Gesto obsceno no futebol volta a dominar o debate, e eu explico, logo de início, por que a equipe de vídeo não recomendou cartão vermelho a Damián Bobadilla no clássico Corinthians x São Paulo.
O lance ocorreu na noite de 11 de maio de 2026, na Neo Química Arena, quando o paraguaio comemorou o primeiro gol tricolor movimentando as mãos próximas à genitália. Após revisão que durou pouco mais de dois minutos, o árbitro Anderson Daronco manteve a decisão de campo e o meio-campista seguiu no jogo.
- Ação foi considerada interpretativa pelo VAR
- Imagens apontaram ausência de contato físico
- Histórico recente de punições semelhantes aumentou a polêmica
Gesto obsceno: VAR justifica não expulsão de Bobadilla
Os diálogos divulgados mostram Rodolpho Toski Marques, responsável pela cabine, analisando o vídeo em câmera lenta e velocidade normal. O operador de replay destacou que Bobadilla “faz o movimento, mas não encosta”, classificando a possível infração como interpretativa e sem clareza para vermelho direto.
Daronco, chamado ao monitor, reforçou a linha adotada: para o árbitro, trata-se de comemoração motivacional frequente entre atletas estrangeiros, sem ofensa direcionada a rivais ou torcedores. Com isso, optou por reiniciar a partida sem advertência, comunicando a decisão às equipes em campo.
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Decisão do VAR e artigo 258 do CBJD
A não expulsão de Bobadilla contrastou com casos recentes envolvendo o próprio Corinthians. Volantes Allan e André Luiz receberam cartão vermelho e sofreram sanções mínimas do STJD após gestos considerados obscenos em rodadas anteriores.
- Allan foi expulso na 9ª rodada diante do Fluminense
- André Luiz repetiu o gesto duas jornadas depois
- Ambos enquadrados no artigo 258 – conduta contrária à disciplina
O Corinthians, agora 16º colocado com 18 pontos em 15 jogos, manifestou descontentamento por meio do executivo Marcelo Paz, que cobrou uniformidade nos critérios. A equipe de Fernando Diniz volta a campo na quinta-feira, às 19h30, contra o Barra, pelo retorno da quinta fase da Copa do Brasil.
Enquanto isso, a Comissão de Arbitragem reafirma que apenas movimentos explícitos, com contato ou claro direcionamento ofensivo, se enquadram para expulsão imediata. A recomendação segue valendo para futuras análises de vídeo.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que Bobadilla não foi expulso mesmo com gesto próximo à genitália?
O VAR concluiu que não houve contato nas partes íntimas nem ofensa clara a adversários ou torcida, classificando o ato como interpretativo.
Gestos obscenos sempre geram cartão vermelho?
Não. O árbitro avalia intenção, contato e direcionamento. Sem esses elementos, pode aplicar advertência menor ou nenhuma punição.
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Resumo: diálogos do VAR revelam que a ausência de contato físico e a interpretação cultural da comemoração sustentaram a permanência de Bobadilla em campo. Continue navegando no site e acompanhe cada detalhe do Brasileirão.



