Duílio Monteiro Alves — e eu acompanho de perto as decisões que impactam o Corinthians — foi tornado réu pela Justiça de São Paulo sob acusação de apropriação indébita ligada ao uso do cartão de crédito do clube.
A juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, que aponta despesas pessoais do ex-presidente alvinegro em estabelecimentos sem relação com a rotina do Parque São Jorge, entre 2021 e 2023.
Duílio Monteiro Alves vira réu por uso indevido de cartão
Segundo o promotor Cássio Conserino, os gastos cobertos pelo Corinthians chegaram a R$ 41.822,62 (valor já corrigido pela inflação). O MP também solicitou uma indenização de R$ 31.366,96 por danos materiais ao clube, totalizando mais de R$ 73 mil cobrados do dirigente.
Entre as despesas listadas estão compras em freeshops, restaurantes, hotéis, salão de cabeleireiro, loja náutica e sites de venda de roupas — locais considerados alheios às atividades diárias do clube. O ex-gerente financeiro do Corinthians, Roberto Gavioli, igualmente virou réu no processo, assim como ocorreu em ação semelhante contra o ex-presidente Andrés Sanchez.
Entenda o avanço do processo
Com o recebimento da denúncia, Duílio, Gavioli e demais acusados serão notificados a apresentar defesa em até 10 dias. Depois dessa etapa, o tribunal marca audiências para depoimentos, interrogatórios e produção de provas.
- Pedidos negados: bloqueio de bens, quebra de sigilo bancário e fiscal e outras medidas cautelares não foram acolhidos pela magistrada.
- Investigação paralela: o ex-presidente segue sob apuração por supostos contratos com empresas de fachada, conforme revelado anteriormente.
- Próximos passos: caso o juiz entenda haver indícios suficientes, o processo avança para instrução, fase na qual testemunhas são ouvidas e provas são analisadas.
A defesa do ex-mandatário, em nota assinada pelo advogado Lucas Lopes Knupp, declarou confiar no Poder Judiciário e destacou que o recebimento da denúncia representa apenas o início formal do processo, enfatizando o direito ao contraditório e à ampla defesa. O texto também celebrou o indeferimento das medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público.
Duílio Monteiro Alves comandou o Corinthians de 2021 a 2023, período em que o clube registrou novo endividamento e se manteve em discussões jurídicas sobre a arena. O caso dos cartões corporativos ganhou repercussão após investigações internas e reportagens apontarem despesas como cervejas e medicamentos para ereção pagas com recursos do clube.
Imagem: Divulgação
Agora, os holofotes se voltam para o desfecho judicial. Se condenado por apropriação indébita, o ex-presidente pode enfrentar pena de reclusão que varia de um a quatro anos, além de multa, conforme prevê o Código Penal brasileiro.
O Tribunal não definiu data para as primeiras audiências, mas o processo já consta no sistema eletrônico do Judiciário paulista. O Corinthians, que hoje vive nova gestão, aguarda os desdobramentos sem manifestação oficial até o momento.
Para os torcedores e associados, o episódio reacende o debate sobre mecanismos de transparência e controle de gastos internos, tema que deve ganhar espaço nas próximas reuniões do Conselho Deliberativo, inclusive durante a votação da reforma do estatuto.
Resumo: Duílio Monteiro Alves e um ex-gerente financeiro viraram réus por suposto uso indevido do cartão do Corinthians; a Justiça de SP aceitou a denúncia, que pede ressarcimento de mais de R$ 70 mil ao clube.
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