Roger Machado: como seu estilo encaixa no São Paulo

Roger Machado pode redesenhar o São Paulo em campo, e eu acompanho de perto como suas ideias prometem mexer na identidade tática do Tricolor.

A diretoria avançou nas conversas para que o treinador assuma o comando após a saída de Hernán Crespo. A troca tende a provocar alterações de posicionamento, método defensivo e velocidade nas transições ofensivas, mantendo a posse de bola como ponto de partida.

Roger Machado: como seu estilo encaixa no São Paulo

O modelo do técnico gaúcho parte de uma construção curta com os zagueiros, procura atrair a marcação rival e libera os laterais para dar amplitude. No elenco do Morumbi, há peças que se encaixam nesses conceitos e podem potencializar o rendimento ao longo do Brasileirão e das copas.

Entenda, ponto a ponto, de que maneira Roger pretende implementar suas convicções:

Construção desde a defesa e “jogo de atração”

Ao iniciar a jogada com os defensores trocando passes curtos, o Tricolor tende a chamar a pressão adversária e abrir espaços nas costas das primeiras linhas. O treinador define essa abordagem como “jogo de atração” e costuma buscar passes verticais ou inversões rápidas logo após atrair o rival.

Para executar essa fase, os zagueiros precisam ter qualidade no passe, algo que o elenco oferece. Quando bem-sucedida, a manobra permite que o São Paulo avance em bloco, controle o ritmo e quebre linhas sem recorrer a lançamentos longos.

Laterais ofensivos ganham protagonismo

Nas equipes de Roger, os corredores laterais são essenciais. Os laterais se projetam como quase pontas, formando triangulações com o meia e o atacante que parte da ponta para o centro. Com a contratação de Lucas Ramon e a presença de laterais naturalmente ofensivos, o clube possui recursos para aplicar a ideia.

  • Triângulos curtos facilitam tabelas e progressões.
  • Pontas flutuam para dentro, gerando superioridade numérica.
  • Abertura constante de espaço para infiltrações e cruzamentos trabalhados.

A movimentação lateral exige coordenação para evitar contragolpes, mas Roger costuma equilibrar a ofensividade dessa zona com coberturas do volante e do zagueiro do lado da bola.

Lucas Moura e Luciano como “camisa 10 móvel”

O técnico valoriza um meia-atacante que circule entre as linhas, receba de costas e acelere o jogo. Lucas Moura e Luciano reúnem mobilidade, drible curto e leitura de espaço para cumprir a função. Eles podem aparecer junto ao centroavante, tabelar pelos lados e conduzir a bola rumo à área quando houver brecha.

A liberdade para cair pelos corredores ou pisar na área favorece a quebra de defesas fechadas, algo que o Tricolor enfrentará com frequência como mandante.

O papel estratégico de Calleri

No sistema de Roger, o centroavante não fica isolado na área. Ele recua, faz o pivô e libera o facão dos companheiros. Calleri, dono de presença física e bom jogo de costas, encaixa com naturalidade nessa dinâmica. Ao segurar a bola, ele permite que os meias cheguem de trás e que os laterais cruzem com calma, aumentando a densidade ofensiva.

Pressão alta, bloco médio e adaptações defensivas

Sem a posse, o São Paulo deve alternar entre bloco médio compacto (normalmente em 4-4-2 ou 4-1-4-1) e pressão alta em momentos específicos. A coordenação na hora de subir marcação exige sincronia, mas o elenco já demonstra capacidade física para isso.

Comparado ao esquema de Crespo, que adotava três zagueiros, Roger prefere linha de quatro. Essa alteração muda a ocupação do meio, valoriza triangulações curtas e otimiza o passe entre volante e meias, região que o brasileiro considera vital.

Transições rápidas quando o rival oferece espaço

A filosofia de posse de bola não impede Roger de acelerar o jogo. Caso o adversário perca a bola desorganizado, a ordem é acionar rapidamente os pontas ou lançar nas costas da defesa, modelo visto no Internacional de 2024.

Com nomes velozes, principalmente Lucas Moura, o São Paulo pode transformar cada erro rival em contra-ataque perigoso, combinando velocidade e decisão no terço final.

Cenário favorável e desafios

A diretoria tricolor regularizou salários, reforçou setores carentes e reduziu a pressão institucional. Esse ambiente propicia a instalação do método de Roger, que precisará traduzir as qualidades individuais em sistema coletivo coeso. O objetivo imediato é manter o clube competitivo no Brasileirão e nas competições eliminatórias.

Para cumprir a missão, o treinador deverá:

  • Definir rapidamente a linha defensiva de quatro.
  • Treinar coberturas para laterais que sobem ao ataque.
  • Variar entre posse paciente e transição vertical.
  • Manter intensidade física para pressão pós-perda.

Se a comissão técnica alinhar esses pontos, o São Paulo terá condições de desempenhar com autoridade e buscar protagonismo em 2024.

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Resumo: negociações avançam para a chegada de Roger Machado, que planeja linha de quatro, laterais agressivos, camisa 10 móvel e pressão coordenada, ideias que se encaixam no elenco são-paulino. Siga navegando pelo site e fique por dentro de tudo que acontece no futebol brasileiro.

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