Marseille temporada 2025-26: balanço completo e caos em campo




Marseille encerrou a temporada 2025-26 sob uma tempestade de crises — e eu, analisando cada lance, mostro agora por que o clube precisou se contentar com uma vaga tardia na Europa League.

O ano começou com briga no vestiário, passou por goleadas sofridas e desembocou em trocas de comando que desmancharam qualquer plano de longo prazo.

  • Confusão interna logo na 1ª rodada
  • Demissão de Roberto De Zerbi em fevereiro
  • Classificação europeia garantida só na última jornada

Marseille temporada 2025-26: balanço completo e caos em campo

Marseille abriu a Ligue 1 perdendo para o Rennes mesmo com vantagem numérica, episódio que culminou na discussão física entre Adrien Rabiot e Jonathan Rowe. Ambos foram negociados no apagar das luzes da janela, mensagem clara de tolerância zero da diretoria.

Até janeiro, o time se mantinha no pelotão da frente, mas a goleada histórica de 5-0 sofrida para o PSG implodiu o ambiente. No dia seguinte, De Zerbi pediu demissão; Pablo Longoria foi dispensado logo depois, e Medhi Benatia quase saiu, mas permaneceu a pedido do proprietário Frank McCourt.

Desempenho doméstico na Ligue 1

Resultados expressivos, como o 2-0 sobre o PSG na 5ª rodada, alimentaram esperanças. Entretanto, pontos perdidos nos acréscimos contra Toulouse, Paris FC, Strasbourg e Angers minaram a campanha. Do topo da tabela, o clube despencou após fevereiro:

  • Derrota para Lyon? Não. Vitória por 3-2 que mascarou problemas.
  • Título da Coupe de France virou fuga: queda nos pênaltis para Toulouse.
  • Europa League carimbada apenas no último dia, evitando temporada sem torneios continentais.

Para piorar, o Trophée des Champions escorreu pelos dedos: vantagem de 2-1 contra o PSG e virada nos segundos finais.

Campanha na Champions League 2025-26

O objetivo era assegurar vaga na edição seguinte, mas a fase de grupos virou montanha-russa. Depois de triunfo por 4-0 sobre o Ajax, derrotas recheadas de gols tardios contra Sporting e Atalanta comprometeram a classificação.

  • Vitórias corajosas sobre Newcastle e Union Saint-Gilloise reacenderam a chance.
  • Precisando de 1 ponto em 2 jogos, vieram 0-3 diante do Liverpool e 0-3 contra o Club Brugge.
  • Eliminação definida pelo saldo, após gol do goleiro do Benfica nos acréscimos contra o Real Madrid.

Assim, Marseille disse adeus à Champions antes do mata-mata, ampliando a pressão sobre o elenco.

Destaques individuais e decepções

Entre poucos pilares, Timothy Weah sustentou regularidade com fôlego infinito pela direita, sendo aplaudido no Vélodrome na despedida. Contratação mais cara da história do clube, Igor Paixão engrenou: 12 gols e 7 assistências.

Mason Greenwood foi artilheiro geral, 26 gols e 11 passes, mantendo o status de principal arma ofensiva.

No lado oposto, a braçadeira pesou demais em Leonardo Balerdi, cujo erro no clássico contra o PSG ficará marcado. Pierre-Émile Højbjerg recuperou a faixa, mas terminou esgotado. O goleiro Gerónimo Rulli passou de herói em 2024-25 a questionado, embora tenha salvo os dois triunfos finais.

Reforços como Arthur Vermeeren, Himad Abdelli, Benjamin Pavard, Hamed Traoré, Ethan Nwaneri e CJ Egan-Riley não entregaram o retorno esperado.

Planejamento do verão 2026 e restrições financeiras

  • Ausência na Champions força austeridade.
  • Sucessor de Benatia na direção esportiva, Grégory Lorenzi, ainda não oficializado.
  • Saídas iminentes: Højbjerg, Balerdi e o retorno de Pavard ao Milan.
  • Bilal Nadir livre no mercado; Aguerd e Facundo Medina precisam ser comprados em definitivo.

Entre ativos comercializáveis, Quinten Timber pode render lucro rápido após chegar por €4 mi em janeiro. Greenwood deseja seguir, mas propostas não são descartadas.

Perguntas Frequentes

Por que o Marseille viveu tantas mudanças de técnico em 2025-26?

A goleada para o PSG expôs fragilidades internas e levou Roberto De Zerbi a pedir demissão; crises administrativas subsequentes derrubaram a estabilidade.

O clube terá orçamento para grandes contratações no próximo mercado?

Sem receita da Champions, a diretoria anunciou corte de custos; vendas de ativos como Timber podem financiar reforços pontuais, mas o cenário é de contenção.

Resumo: o Marseille de 2025-26 foi um turbilhão de eventos, perdeu títulos nos acréscimos e salvou o ano apenas com a vaga na Europa League. A próxima temporada exigirá reconstrução financeira e esportiva.

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