Jorge Jesus Flamengo: técnico revela saudade em coluna

Jorge Jesus Flamengo é a combinação que ainda mexe com o imaginário rubro-negro, e o próprio treinador português admitiu estar com saudades do clube em sua coluna no jornal Record, publicada nesta terça-feira (04).

Na seção semanal “Nota Artística”, o comandante do Al-Nassr retomou passagens marcantes entre julho de 2019 e abril de 2020, período em que conquistou cinco taças e registrou 81,6 % de aproveitamento com 44 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas.

Jorge Jesus Flamengo: técnico revela saudade em coluna

A publicação expôs, em tom nostálgico, que o Flamengo foi “o maior clube” que Jesus dirigiu. Segundo ele, apenas o Barcelona ultrapassa a chamada “Nação rubro-negra” em número de torcedores. O treinador destacou ainda a disputa intensa com o Palmeiras pelo posto de equipe mais vencedora do país, algo que elevava a exigência interna a um nível “por vezes sufocante”.

O técnico de 71 anos explicou que a pandemia de Covid-19 foi decisiva para o seu retorno a Portugal em 2020. Ele relembrou que dois exames – um positivo e outro inconclusivo – o colocaram em isolamento total no apartamento no Rio de Janeiro. “Sentia-me numa prisão”, escreveu. A decisão de voltar aconteceu, disse, porque gostaria de ficar perto da família caso a doença piorasse. “Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo”, completou.

Por que Jorge Jesus saiu e onde está agora

Em 2020, o Benfica pagou a multa rescisória de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões) para levá-lo de volta a Lisboa. Depois da passagem até o fim de 2021, Jesus comandou o Fenerbahçe, seguiu para o Al-Hilal e, em 2025, assumiu o Al-Nassr na Arábia Saudita.

A ligação com o Flamengo, porém, nunca esfriou. O recém-empossado presidente rubro-negro, Rodolfo Landim Bap, já declarou publicamente o desejo de repatriar o português. Durante o lançamento de sua chapa, chegou a brincar: “Como todo católico, eu também espero Jesus um dia (risos)”. Até aqui, a atual gestão fechou com outro compatriota, Leonardo Jardim, mas mantém a porta entreaberta para um eventual retorno do treinador que encantou a torcida.

  • Marca histórica: cinco títulos (Carioca, Brasileiro, Libertadores, Supercopa e Recopa) em nove meses.
  • Recorde de aproveitamento: 81,6 %, o mais alto do Flamengo neste século.
  • Interesse mútuo: torcida e diretoria sonham com nova passagem; Jesus admite que ficaria se não fosse a Covid-19.

Antes da demissão, Filipe Luís igualou o número de taças de Jesus, mas não conteve a saudade da arquibancada. Na avaliação do treinador, o comprometimento do elenco de 2019 era diferenciado: “Ficava no gramado explicando cada exercício, e eles queriam saber tudo”, relatou na coluna.

Enquanto isso, no Oriente Médio, o lusitano segue em busca de novos títulos, mas deixa claro que o vínculo emocional com o Flamengo permanece vivo — sentimento que pode ganhar corpo caso as circunstâncias permitam um reencontro futuro.

Resumo: Jorge Jesus, atualmente no Al-Nassr, recordou sua passagem vitoriosa pelo Flamengo em coluna no jornal Record, atribuiu sua saída à pandemia e afirmou que, sem o vírus, possivelmente ainda comandaria o rubro-negro. Como o presidente Bap sonha com sua volta, o tema segue aberto no clube carioca.

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