Justiça suspende processo contra vice do Corinthians na Ética




Justiça suspende processo contra vice do Corinthians — acompanhei de perto a decisão liminar que interrompeu, nesta segunda-feira (3/6), o procedimento na Comissão de Ética e Disciplina que investigava o vice-presidente Armando Mendonça.

A ordem judicial, assinada pelo juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, determinou a paralisação imediata dos atos internos até que supostas falhas sejam corrigidas, sob pena de multa de R$ 50 mil ao clube e ao presidente interino do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão.

  • Suspensão liminar do processo ético
  • Multa prevista de R$ 50 mil por descumprimento
  • Prazo de 15 dias para contestação do Corinthians e de Pantaleão

Justiça suspende processo contra vice do Corinthians na Ética

O procedimento interno apurava possíveis desvios de materiais esportivos fornecidos pela patrocinadora Nike, apontados em auditoria conduzida pelo diretor de Tecnologia, Marcelo Munhoes. Mendonça, alvo da investigação, alegou vícios formais que, segundo ele, comprometem a legitimidade de toda a tramitação.

Entre os pontos questionados está o acúmulo de funções de Pantaleão, que, além de comandar interinamente o Conselho Deliberativo durante a licença de Romeu Tuma Júnior, também presidia a própria Comissão de Ética — situação proibida pelo Estatuto corintiano, que reserva o cargo na Ética ao vice-presidente do Conselho.

Falhas processuais apontadas pela liminar

O magistrado acolheu integralmente os argumentos da defesa do dirigente e listou quatro falhas centrais:

  • Acúmulo de cargos: interferência na imparcialidade, ao mesmo dirigente abrir, conduzir e julgar o caso.
  • Ausência de relator: violação direta ao regimento interno da Comissão de Ética.
  • Falta de prontuário: cerceamento do direito de defesa antes da abertura do prazo, que venceria em 9 de junho.
  • Rito de impeachment sem pedido formal: obrigação de o investigado se defender “às cegas”.

Com a liminar, Corinthians e Pantaleão têm 15 dias para apresentar defesa ao Judiciário. Depois disso, o mérito será analisado.

Controvérsias envolvendo a decisão judicial

Dois pontos geraram debate nos bastidores:

  • O juiz Antonio Manssur Filho é irmão de João Vinícius Manssur, integrante da Comissão de Ética e Disciplina dos Associados do clube, órgão ligado à diretoria executiva.
  • A procuração anexada ao pedido de liminar não traz a assinatura de Armando Mendonça, o que, em tese, poderia invalidar a representação de seus advogados.

Especialistas consultados apontam que essas questões podem ser levantadas na contestação, mas não impedem, por ora, os efeitos da medida liminar.

Perguntas Frequentes

Por que o processo contra Armando Mendonça foi suspenso?

O juiz identificou irregularidades formais, como acúmulo de funções, falta de relator e ausência de documentos essenciais, determinando a paralisação até correção dos vícios.

Qual o próximo passo para o Corinthians?

O clube e o presidente interino do Conselho Deliberativo têm 15 dias para apresentar sua defesa. Após esse prazo, o Judiciário decidirá se mantém ou revoga a liminar.

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Resumo: A Justiça impôs freio ao procedimento ético que mirava o vice-presidente corintiano Armando Mendonça, citando falhas como acúmulo de funções e ausência de relator. Corinthians e Leonardo Pantaleão têm 15 dias para contestar a decisão. Continue navegando em nosso site para mais notícias exclusivas e análises detalhadas do mundo da bola.

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