Claudinho pode voltar e anima Flamengo, Santos e Corinthians

Claudinho virou o nome do momento no mercado da bola, e eu, que acompanho de perto as movimentações dos clubes brasileiros, percebi o clima de entusiasmo que tomou conta dos dirigentes neste sábado, 14 de março de 2026.

O meia de 29 anos, ligado ao Al-Sadd até junho de 2029, deixou o Catar com a família em meio à tensão bélica que envolve Estados Unidos, Irã e Israel. A possível repetição, pela Fifa, do mecanismo que liberou atletas na guerra Rússia x Ucrânia abre caminho para uma negociação imediata sem depender da janela de transferências.

Claudinho pode voltar e anima Flamengo, Santos e Corinthians

Executivos de Flamengo, Santos e Corinthians já consultam agentes sobre a viabilidade de um empréstimo ou até compra parcial dos direitos do jogador, adquirido pelo Al-Sadd em 2025 por cerca de R$ 120 milhões. A pressa tem razão clara: se a Fifa flexibilizar contratos por causa do conflito, a concorrência internacional ficará feroz.

No Rio de Janeiro, o Flamengo se mostra especialmente atento. O clube carioca, que mantém relacionamento frequente com representantes do Oriente Médio, quer repetir o sucesso de negociações anteriores e vê em Claudinho o substituto ideal para preencher o setor de criação.

A mágoa do Palmeiras ainda pesa

Do outro lado, o Palmeiras observa à distância. O clube alviverde sentiu-se traído em 2025, quando Claudinho já tinha acertado salários com a diretoria paulista, mas optou pela transferência ao Catar. O técnico Abel Ferreira chegou a desabafar publicamente, cobrando “jogadores de palavra”. Hoje, pessoas próximas ao empresário Fernando Garcia falam em “acordo de paz”, mas a condição imposta nos bastidores é clara: um pedido de desculpas formal do atleta.

Por que a guerra pode acelerar a volta de Claudinho

A situação geopolítica pesa decisivamente. Catar é aliado dos Estados Unidos, e a escalada militar no Oriente Médio aumenta a insegurança para residentes estrangeiros. Claudinho alegou “problemas particulares” para retornar ao Brasil, mas a prioridade é manter a família longe do possível front. Caso a Fifa replique a decisão que tomou em fevereiro de 2022 — quando liberou atletas vinculados a clubes russos e ucranianos —, o meia poderá:

  • Suspender unilateralmente o contrato vigente até 2029;
  • Assinar por empréstimo com qualquer clube, mesmo fora da janela oficial;
  • Negociar percentual dos direitos econômicos sem multa rescisória integral.

Esses fatores transformam o negócio em “oportunidade de mercado rara”, como definiu um dirigente ouvido reservadamente. A avaliação é que dificilmente um meia com currículo de Seleção — Claudinho disputou a Olimpíada de Tóquio em 2021 — estará livre nessas condições novamente.

Flamengo, Santos e Corinthians sondam cenários

Seguindo a ordem de prioridade financeira, o Flamengo apresenta maior fôlego para arcar com salários e luvas. No entanto, o Santos aposta no bom relacionamento com o estafe do jogador, enquanto o Corinthians dispõe dos laços já estabelecidos com o Zenit na época de Yuri Alberto, citando o mesmo modelo de empréstimo como referência.

Embora a janela brasileira esteja fechada, a regra de exceção da Fifa tornaria possível registrar o atleta imediatamente. A estratégia das diretorias inclui:

  • Protocolar interesse formal junto ao Al-Sadd se a guerra avançar;
  • Oferecer contrato curto, de 1 ano, com opção de compra futura;
  • Usar receitas de patrocinadores para bancar parte do salário.

Nos bastidores, comenta-se que o Al-Sadd aceitará liberar Claudinho sem custo de transferência caso a Fifa permita a suspensão do vínculo, priorizando preservar relações políticas e evitar desgaste midiático.

Próximos passos enquanto o relógio corre

Até que a Fifa se pronuncie oficialmente, clubes brasileiros mantêm contato diário com o staff do jogador. Executivos calculam que uma definição sobre o regime especial possa sair “a qualquer momento”, repetindo o timing de 2022, quando o comunicado foi publicado logo após estourar o conflito europeu.

Se confirmado, o retorno de Claudinho ao país promete agitar o Campeonato Brasileiro 2026 e redesenhar a luta por títulos já nesta temporada.

Para acompanhar a evolução desta novela e de outras movimentações do mercado, acesse a cobertura completa em maisbola.com.br/flamengo.

Resumo: Claudinho deixou o Catar por causa da tensão militar no Oriente Médio e pode suspender seu contrato com o Al-Sadd. Flamengo, Santos e Corinthians sondam o meia, enquanto o Palmeiras avalia um possível pedido de desculpas do jogador. A decisão da Fifa sobre liberar atletas em zona de guerra é aguardada com expectativa.

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