Abel Ferreira critica calendário ‘desumano’ e exalta gramado

Abel Ferreira critica o calendário “desumano” do futebol brasileiro — e eu, que acompanho de perto a rotina dos clubes, fiquei impressionado com a franqueza do treinador após a vitória do Palmeiras sobre o Mirassol.

Logo na primeira partida no Allianz Parque desde novembro de 2025, o técnico português misturou elogios ao novo gramado sintético com duras queixas ao acúmulo de jogos que, segundo ele, mina o desempenho físico da equipe.

Abel Ferreira critica calendário ‘desumano’ e exalta gramado

O duelo deste domingo, 15 de março de 2026, terminou com triunfo alviverde por 1 a 0, mas a análise pós-jogo de Abel focou quase exclusivamente nos bastidores. Para o comandante, a maratona de compromissos entre finais do Campeonato Paulista e início do Brasileirão explica a queda de rendimento do Verdão no segundo tempo.

Não ter três dias consecutivos de preparação é desumano. É como tentar fazer uma chamada de 90 minutos com bateria para 45”, resumiu o técnico, destacando que o elenco sofreu aumento de lesões no período. Ele lembrou que, enquanto o Mirassol realizou três jogos nos últimos 30 dias, o Palmeiras entrou em campo oito vezes, dois deles em gramados que classificou como “inacreditáveis”.

Novo tapete aprovado, mas desgaste preocupa

Se o cronograma é alvo de críticas, o piso sintético recém-instalado recebeu aplausos. “Parabéns ao Palmeiras e à WTorre. Temos um gramado top, sem buracos; pode chover o dia inteiro que a bola rola no chão”, afirmou Abel, satisfeito com a troca completa feita nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

  • Estádio ficou fechado para jogos oficiais entre novembro/25 e março/26.
  • Obra garante superfície uniforme e drenagem rápida.
  • Treinador considera o gramado “um diferencial técnico” para a temporada.

Apesar disso, ele reiterou que o benefício técnico se perde quando o elenco não tem tempo para recuperar energias. “A grama é lenta, os jogadores não se recuperam, o jogo fica lento e depois se joga de forma desigual”, disparou, atribuindo a responsabilidade à entidade que define datas e horários.

Comparações com a Europa e próximos desafios

O técnico questionou se seria possível adotar no Brasil um modelo semelhante ao europeu, com janelas de descanso mais amplas. “Coisas difíceis são para pessoas inteligentes e organizadas”, provocou, antes de lembrar que o Botafogo, próximo adversário, chegará ao Allianz Parque na quarta-feira (18) com um dia extra de recuperação.

Abel, que já havia mencionado necessidade de reforços, reforçou o alerta: “Podem contratar Messi, Ronaldo, quem for; sem tempo de treino, não há milagres”. O Verdão volta a campo às 19h, pela sétima rodada do Brasileirão, defendendo a invencibilidade em casa.

Principais pontos do desabafo de Abel Ferreira:

  1. Elogio ao novo gramado sintético do Allianz Parque, considerado “top”.
  2. Crítica ao calendário nacional, que impede três dias seguidos de treino.
  3. Reclamação do aumento de lesões e do desgaste físico pós-Paulistão.
  4. Comparação: Mirassol jogou 3 vezes em 30 dias; Palmeiras, 8.
  5. Questionamento sobre a viabilidade de calendário semelhante ao europeu.

Após o discurso contundente, o técnico evitou apontar culpados individualmente, mas cobrou “condições mínimas iguais” para todos os participantes do campeonato, sugerindo que diferenças de descanso interferem diretamente nos resultados.

Resumo da notícia: Abel Ferreira comemorou o retorno ao Allianz Parque com gramado novo, mas classificou o calendário brasileiro como “desumano”, citando excesso de partidas e falta de tempo de recuperação para o elenco do Palmeiras.

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