Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno registra um feito inédito ao encerrar Milão-Cortina 2026 na 22ª posição geral, impulsionado pela prata histórica de Cristian Ribera no esqui cross-country.
Eu acompanho de perto o ciclo paralímpico e fiquei impressionado quando vi o Time São Paulo comandar metade da maior delegação verde-e-amarela já enviada a uma edição de inverno, coroando o investimento de R$ 8,2 milhões do Governo de São Paulo em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Brasil brilha nos Jogos Paralímpicos de Inverno com prata
Ao todo, oito atletas representaram o país na Itália — quatro deles integrantes do Time São Paulo: Cristian Ribera, Aline Rocha, Elena Sena e Wellington da Silva. O grupo escreveu a melhor campanha latino-americana da história dos Jogos Paralímpicos de Inverno.
O ponto alto veio em 10 de março, quando Cristian Ribera, de 23 anos, cruzou a linha de chegada no sprint sentado do esqui cross-country em segundo lugar e garantiu a primeira medalha brasileira sobre a neve. O resultado alimentou a escalada nacional no quadro de medalhas e consolidou o 22º posto — posição jamais alcançada por um país da região.
Desempenho consistente no esqui cross-country
Além da prata, o esquiador de Rondônia e a paranaense Aline Rocha cravaram top 5 em distâncias tradicionais:
- 5º lugar de Ribera nos 10 km e nos 20 km sentado
- 5º lugar de Aline Rocha nos 10 km e nos 20 km sentado
- 7º lugar da equipe de revezamento misto com Cristian, Aline e Wellington
Nos 20 km conclusivos, disputados neste domingo (15), Ribera e Aline repetiram a constância e fecharam em quinto. Já Elena Sena finalizou a prova feminina na 14ª posição, enquanto Wellington terminou em 25º na disputa masculina em pé.
Depoimentos que projetam 2030
Instantes antes da cerimônia de encerramento, marcada para 16h30 (horário de Brasília), os integrantes do Time São Paulo refletiram sobre o ciclo que se encerra e traçaram metas para os Alpes franceses em 2030:
- Cristian Ribera: “Quero transformar esta prata em ouro em 2030; a medalha vai me lembrar diariamente do objetivo”.
- Aline Rocha: “Espero inspirar novos brasileiros a se aventurarem no esqui paralímpico”.
- Elena Sena: “O aprendizado desta estreia vai me impulsionar a brigar por mais na França”.
- Wellington da Silva: “Cuidarei do corpo para disputar ainda duas ou três edições e evoluir sempre”.
Para o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a performance confirma o acerto do programa: “Resultados tão expressivos mostram que estamos no caminho certo até Los Angeles 2028”.
Imagem: Alessandra Cabral
Investimento e legado do Time São Paulo
Criado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em 2011, o Time São Paulo já destinou R$ 8,2 milhões diretamente a 157 atletas de 16 modalidades. A parceria com o CPB foi recentemente estendida até dezembro de 2028, garantindo preparação estruturada para os próximos ciclos olímpico e paralímpico.
A delegação retorna ao país nesta segunda-feira (16). O voo de Milão tem pouso previsto às 20h no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde familiares e torcedores prometem recepção calorosa aos pioneiros do pódio de inverno.
Com a prata de Ribera e a consistência coletiva, o Brasil reafirma que a inclusão pelo esporte não rende apenas histórias de superação, mas também resultados competitivos de alto nível.
Para acompanhar mais conteúdos sobre desempenho paulista em competições internacionais, visite a página dedicada ao futebol e esportes do São Paulo.
Resumo: Brasil encerra Milão-Cortina 2026 na melhor posição latino-americana da história graças à prata de Cristian Ribera e aos top 5 de Aline Rocha, Elena Sena e Wellington da Silva, em campanha patrocinada pelo programa Time São Paulo.
Continue navegando pelo Mais Bola e fique por dentro das próximas conquistas do esporte brasileiro.


