Corinthians abre um novo capítulo ao reativar a lendária Democracia Corintiana, e eu, que acompanho de perto cada movimento no Parque São Jorge, trago os pontos-chave dessa virada pela transparência.
Anunciado em 26 de março de 2026, no Teatro TUCA da PUC-SP, o movimento lança bases para uma constituição alvinegra que devolve à torcida voz ativa na administração do clube.
- Grupo de 77 integrantes escreverá a nova carta
- Proposta reforça transparência e controle institucional
- Evento reuniu ex-jogadores, jornalistas, artistas e torcedores
Corinthians reativa Democracia Corintiana com transparência
A atualização do modelo de 1982, símbolo da participação popular no esporte brasileiro, nasce em meio a crise financeira e política recente. A meta é criar mecanismos formais de governança capazes de impedir ciclos de endividamento e decisões concentradas.
O número 77 não foi escolhido ao acaso: remete ao histórico título paulista de 1977, que encerrou 23 anos de jejum e marcou a memória corintiana. Esses 77 representantes terão autonomia para redigir regras que oficializem:
Grupo de 77 define regras da nova governança
- Acesso público a balancetes e contratos relevantes
- Consulta direta à torcida em decisões estratégicas
- Limites de mandato e responsabilização de dirigentes
No palco, figuras icônicas deram peso simbólico ao projeto. Walter Casagrande, Wladimir e Basílio representaram a geração oitenta, enquanto nomes como Juca Kfouri, Alessandra Negrini e Washington Olivetto reforçaram o diálogo com a sociedade civil. Sócrates, eternizado como mentor do movimento original, foi lembrado em discursos que destacaram união e engajamento político.
Para Basílio, “gestões passam, mas o Corinthians precisa permanecer forte”. A fala resume o objetivo central: construir uma estrutura permanente, blindada de interesses momentâneos e alinhada à essência popular do clube.
Os idealizadores pretendem colher adesões nas próximas semanas e, a partir daí, abrir consultas públicas com sócios, torcedores organizados e conselheiros. A expectativa é apresentar o texto final ainda em 2026, criando um modelo de participação pioneiro entre clubes brasileiros.
Imagem: Rafael Jacobucci
Perguntas Frequentes
Quando será concluída a constituição corintiana?
A previsão é que o grupo finalize o texto até o fim de 2026, após consultas à torcida.
Quem pode integrar o grupo de 77 responsáveis?
Torcedores, ex-atletas, profissionais da comunicação, da cultura e membros da comunidade alvinegra, escolhidos para refletir diversidade de perfis.
Quais mudanças imediatas são esperadas?
Transparência dos balancetes, participação da torcida em votações estratégicas e regras mais rígidas para gestão financeira.
O renascimento da Democracia Corintiana sinaliza um futuro de participação ativa e fiscalização constante no Parque São Jorge. Agora, a Fiel aguarda os próximos passos para transformar ideias em práticas duradouras.
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