Corinthians encara a reta final do prazo para quitar a dívida com o Shakhtar Donetsk, e eu explico como o clube prepara o envio de um emissário à Ucrânia para selar o acordo e driblar o temido transfer ban.
A diretoria alvinegra foi condenada em 10 de março a pagar 1 milhão de euros — cerca de R$ 7 milhões — referentes às taxas de empréstimo do volante Maycon. Com 45 dias para resolver o débito, o prazo fatal é 24 de abril.
- Representante viajará nos próximos dias para Kiev
- Objetivo é obter desconto ou parcelamento
- Transfer ban entra em vigor se o acordo não sair
Corinthians acelera negociação de dívida com Shakhtar na Ucrânia
O veredicto proferido por uma corte suíça veio a público em 27 de março, confirmando a cobrança movida pelo Shakhtar. Desde então, o Corinthians concentra esforços para repetir a estratégia usada na quitação do caso Garro, quando um dirigente foi enviado à Argentina e fechou composição amistosa com o Talleres.
Nesta nova missão, a presença física de um dirigente em solo ucraniano é vista como diferencial para flexibilizar juros e multas já embutidos na cifra de €1 mi. Internamente, o mantra é claro: “saímos com recibo ou com acordo assinado”.
Prazo, consequências e histórico de Maycon
Se o clube não quitar ou formalizar o acerto até 24 de abril, a FIFA poderá aplicar o transfer ban, bloqueando novos registros de atletas — golpe duro em ano de reformulação do elenco.
- Condenação: 10 de março
- Prazo FIFA: 45 dias (até 24/4)
- Dívida total: €1 mi, já com juros e multas
O imbróglio começou quando Maycon, vinculado ao Shakhtar, recusou-se a voltar à Ucrânia devido ao conflito com a Rússia. Amparado por portaria da FIFA, o volante estendeu sucessivos empréstimos no Corinthians desde 2022. Cansado da incerteza, ele pediu transferência definitiva e acabou no Atlético-MG, onde disputou 43 jogos, marcou três gols e ergueu a Copa do Brasil de 2025.
Mesmo com o atleta longe do Parque São Jorge, a pendência contratual seguiu ativa e, agora, coloca pressão financeira e esportiva sobre a cúpula corintiana.
Imagem: Bruno Teixeira
Perguntas Frequentes
O que acontece se o Corinthians não pagar a dívida até 24 de abril?
O clube poderá sofrer transfer ban, ficando impedido de inscrever novos jogadores em competições nacionais e internacionais até sanear o débito.
Qual é o valor exato da dívida com o Shakhtar?
O montante é de 1 milhão de euros, aproximadamente R$ 7 milhões, já incluindo juros e multas determinadas pela corte suíça.
Para acompanhar todas as atualizações do futebol brasileiro, visite a página principal do Mais Bola e fique por dentro.
Em resumo, o Corinthians corre contra o relógio: representação presencial, negociação relâmpago e alívio financeiro são as chaves para escapar do bloqueio de transferências. Continue navegando pelo site e não perca nenhum detalhe dos bastidores do Timão.



