Mazola renasce: ex-São Paulo lidera reação histórica do Nacional-SP




Mazola voltou aos holofotes — e eu confesso que não esperava tamanha virada. O atacante, revelado no São Paulo, superou depressão e dependência de álcool para comandar o Nacional-SP na maior arrancada da atual Série A4 do Paulistão.

O clube da Barra Funda saiu de 10 partidas sem marcar para sete gols em três jogos, deixando a zona de rebaixamento às vésperas da rodada final. Aos 36 anos, o camisa 9 reencontra paz no modesto Estádio Nicolau Alayon, a poucos metros dos CTs de onde sonhou com a glória tricolor.

  • 10 rodadas iniciais sem gol e apenas 1 ponto
  • 7 gols marcados nas últimas 3 partidas
  • Reencontro emocional do atleta com a própria história
  • Próximo desafio: Barretos, sábado (28)

Mazola renasce: ex-São Paulo lidera reação histórica do Nacional-SP

Em janeiro, o Nacional parecia condenado. Com elenco jovem e orçamento enxuto, o técnico Tuca Guimarães buscava no mercado um líder que falasse a língua da garotada. Mazola aceitou o convite sem pensar em salário: “Quero que meus filhos me vejam jogando”, contou, mesmo carregando uma lesão crônica na coxa.

Após a chegada do veterano, a equipe reencontrou confiança. A sequência decisiva foi construída com vitórias sobre Flamengo de Guarulhos, América e Itapirense, todas com participação direta do atacante — três gols e duas assistências.

Superação pessoal impulsiona performance em campo

A história recente de Mazola vai além das quatro linhas. Enquanto defendia o Urawa Reds, no Japão, o atacante vivia entre carros importados e tradutores particulares, mas mergulhou em solidão profunda. A morte do pai por dependência química, quando Mazola era adolescente, retornou como trauma. Ele afundou na bebida, alternando treinos com crises de depressão.

  • Perda do pai aos 36 anos — mesma idade que possui hoje
  • Quadro depressivo agravado no exterior
  • Uso de álcool e maconha como rota de fuga
  • Tratamento psicológico e suporte familiar decisivos para reabilitação

O retorno ao Brasil, em 2024, foi o primeiro passo. Dois anos depois, a oportunidade no Nacional transformou o vestiário em palco de redenção. Colegas o chamam de “treinador em campo”; ele orienta marcação, posicionamento e mantém o grupo unido fora dos gramados, evitando que promessas percam o rumo que ele mesmo quase perdeu.

Emocionado, Mazola recorda a promessa ao pai, torcedor fanático do São Paulo: “Quando te vir com a camisa tricolor, posso morrer tranquilo”. O sonho se realizou em 2011, mas o atacante lamenta não ter marcado pelo profissional: “Ficou a mágoa de não homenageá-lo com um gol”.

Nacional-SP mira permanência e sonha com retorno à elite

Fundado por operários ingleses, o Nacional carrega tradição que resiste ao tempo. Foi quarto colocado no Paulista de 1939 e revelou nomes como Cafu e Félix. Nesta temporada, o objetivo imediato é escapar da queda para a quinta divisão estadual. A matemática é simples: vencer Barretos no sábado (28) e, na sequência, pontuar contra o Inter de Bebedouro.

  • Quarto colocado do Paulistão em 1939
  • Berço de campeões mundiais como Cafu
  • Busca manter legado de formação de talentos

Mazola, por sua vez, encara cada minuto como presente ao futuro da própria família. Ele admite que a carreira se aproxima do fim, mas cogita permanecer no clube como auxiliar para seguir orientando a nova safra de atletas.

Perguntas Frequentes

Quantos gols Mazola marcou na arrancada do Nacional-SP?

Foram três gols nas últimas três partidas, além de duas assistências decisivas.

Qual a situação do Nacional-SP na Série A4?

O time saiu da zona de rebaixamento e depende de vitória sobre o Barretos, sábado (28), para confirmar a permanência.

Como a trajetória pessoal de Mazola influenciou o elenco?

O atacante tornou-se referência de superação, ajudando os jovens a lidarem com pressão e adversidades dentro e fora de campo.

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Resumo: Mazola converteu drama pessoal em combustível para salvar o Nacional-SP de um rebaixamento que parecia certo. A reação histórica reforça a tradição de resistência do clube da Barra Funda e oferece novo capítulo de esperança a um atacante que, aos 36 anos, reencontrou propósito dentro de campo. Continue navegando e fique por dentro das últimas notícias do esporte!

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