Erro do VAR em Vasco x Botafogo marcou minha análise deste clássico: a não expulsão de Alan Saldivia após falta em Matheus Martins, já nos acréscimos do primeiro tempo, expôs falhas de campo e de vídeo.
O lance, ocorrido em São Januário, terminou apenas com cartão amarelo para o zagueiro vascaíno, apesar de o atacante alvinegro estar isolado rumo ao gol. Minutos depois, a jogada ganhou destaque nos comentários de arbitragem.
- Árbitro posicionado longe da disputa
- VAR com acesso a múltiplas câmeras permaneceu inerte
- Chance clara de gol ignorada pelas duas instâncias
Erro do VAR em Vasco x Botafogo: Saldivia não expulso
De acordo com a análise pós-jogo, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães adotou procedimento antigo: parou no círculo central para “deixar a jogada fluir”. Com a velocidade atual do contra-ataque, essa postura o obrigou a correr atrás do lance, chegando tarde ao ponto da infração e sem o ângulo ideal para mensurar distância entre defensor e goleiro Léo Jardim.
Aos olhos técnicos, a leitura deveria ter sido imediata. O atacante Matheus Martins mantinha domínio potencial e caminho direto à meta. Mesmo assim, a falta foi punida só com amarelo, interpretação normalmente reservada a ataque promissor, não a oportunidade manifesta de gol.
VAR inerte agrava falha de campo
No cabine de vídeo, o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira dispunha de câmera de impedimento e de replays frontais. Apesar disso, não recomendou revisão na cabine, contrariando protocolo que prevê intervenção sempre que houver chance cristalina de expulsão.
- VAR tinha imagens abertas da linha defensiva
- Jogador botafoguense era o último homem
- Regra determina cartão vermelho em situação clara de gol
Casos semelhantes reforçaram a crítica. Em Botafogo x Palmeiras, Medina foi excluído por falta em Arias; já no amistoso Brasil x França, Upamecano recebeu vermelho por ação quase idêntica. A coerência, portanto, foi colocada em xeque.
Especialistas lembram que a decisão precisava ser tomada “no momento da infração”. Após dois ou três segundos, novos defensores se aproximam, o lance perde nitidez e a leitura torna-se contaminada por variáveis posteriores.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que a falta de Saldivia é considerada lance de expulsão?
Porque Matheus Martins tinha caminho livre para o gol, sem outro defensor em posição de impedir finalização, caracterizando oportunidade clara de gol, cuja punição é cartão vermelho.
O VAR pode intervir mesmo sem toque evidente na bola?
Sim. Em lances de potencial gol, a simples possibilidade de domínio já basta para acionar o protocolo de revisão por expulsão.
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Resumo: O clássico em São Januário ficou marcado por falha dupla: campo e vídeo ignoraram regra básica, mantiveram Saldivia em jogo e geraram críticas contundentes de analistas. Continue navegando no site para outras repercussões da rodada.



