Liga única segue no centro das atenções e, confesso, surpreende a cada novo capítulo. Durante evento em Campinas nesta quinta-feira (24/04/2026), o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, reforçou a necessidade de transparência e disparou contra o empréstimo de R$ 80 milhões obtido pelo Vasco.
Em pouco mais de 30 minutos de fala, o dirigente abordou ainda limites para as SAFs, criticou gramados sintéticos e defendeu campos naturais. A seguir, os pontos que balizam o debate.
- Transparência como condição para a liga nacional
- Críticas ao empréstimo do Vasco com garantia atípica
- Alerta sobre aumento de dívidas na recuperação judicial do Botafogo
Liga única: presidente do Flamengo cobra transparência e critica Vasco
Na segunda edição do CBC & Clubes Expo, Baptista comparou o acordo entre clubes a um casamento em regime de comunhão parcial — cada parte preserva seu patrimônio e divide apenas o que for construído em conjunto. Para ele, qualquer tentativa de “invadir” receitas já existentes fere o princípio de igualdade entre os filiados.
O empréstimo de R$ 80 milhões feito ao Vasco pela Crefisa foi classificado como “porta de entrada para conflitos de interesse”. Segundo Baptista, somente quem pretende “tomar conta da casa” aceitaria como garantia o próprio título da dívida. O estádio de São Januário foi apontado como ativo real que deveria lastrear a operação.
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Saf e gramados: limites, dívidas e piso natural
O dirigente voltou a criticar a recuperação judicial do Botafogo; estimativas apontam que o passivo, avaliado em R$ 700 milhões quando da criação da SAF, já estaria três vezes e meia maior. Para Baptista, o modelo societário é válido, mas carece de contrapartidas e limites que impeçam o descontrole financeiro.
- Dívida do Botafogo teria saltado para cerca de R$ 2,45 bilhões
- Necessidade de revisão das regras para SAFs no Brasil
- Audiência Pública sobre reforma tributária marcada para 28/04
Sobre os gramados sintéticos, a posição do Flamengo permanece inflexível: futebol de elite deve ser disputado em superfície natural. Baptista ironizou clubes que buscam economizar com manutenção de campo usando piso artificial para sediar shows. “Quem quer ganhar dinheiro com show, mude de segmento”, provocou.
Antes de encerrar, Baptista participou de painel sobre a reforma tributária, que pode elevar a carga de impostos para clubes associativos em comparação às SAFs. O tema será discutido publicamente no Congresso nos próximos dias.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que o Flamengo exige para aderir à liga única?
Transparência total nas finanças e a preservação das receitas atuais de cada clube, compartilhando apenas as novas fontes de renda.
Por que o empréstimo ao Vasco é criticado?
Porque o título da própria dívida foi usado como garantia, o que, segundo Baptista, pode permitir que a financiadora assuma controle do clube em caso de inadimplência.
Qual é a preocupação com a SAF do Botafogo?
O aumento expressivo da dívida durante a recuperação judicial, apontado como sinal de falta de limites no modelo societário.
Qual a posição do Flamengo sobre gramado sintético?
O clube defende apenas campos naturais, alegando que as principais ligas europeias não utilizam piso artificial em estádios de elite.
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Em resumo, a discussão sobre a liga única ganhou novos contornos: transparência, modelo SAF e estrutura dos gramados dividem opiniões e devem pautar o futebol brasileiro nas próximas semanas. Continue acompanhando no MaisBola para não perder nenhum lance dos bastidores.



