Reforma do estatuto do Corinthians volta aos holofotes, e eu já adianto: a última reunião do Conselho Deliberativo expôs um cenário preocupante de desorganização interna.
Na noite de quarta-feira (01/05/2026), o conselheiro trienal Vinicius Cascone analisou o encontro que rejeitou o texto-base da proposta estatutária. Em entrevista, ele descreveu a sessão como “confusa” e lamentou a falta de preparo de parte dos conselheiros.
- Texto-base da reforma barrado ainda na fase de destaques
- Plenário acusado de desconhecer itens fundamentais do projeto
- Cascone vê tentativa de manter status quo e dificultar abertura democrática
Reforma do estatuto do Corinthians: Cascone critica caos político
Segundo o conselheiro, muitos representantes não compreenderam o conteúdo que votavam, o que transformou o processo em um impasse. Ele aponta que o futuro da agremiação está “em jogo” e critica a postura de quem prioriza cargos em vez de soluções para a crise financeira e institucional.
Cascone também questiona a condução do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, ao formar a comissão responsável pelo texto. Para ele, a escolha unilateral de membros limita o debate e enfraquece a legitimidade da proposta.
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Falta de transparência e brigas internas travam avanço
Inicialmente, a votação estava prevista para dezembro de 2025, mas foi adiada após pedidos de maiores discussões. O conselheiro lembra que audiências públicas esvaziadas e a recusa em transmitir as reuniões prejudicaram a participação do associado comum.
- Baixa adesão às audiências públicas
- Divergência entre diretoria e presidência do CD sobre transmissões
- Ata de afastamento de Tuma sem apreciação do plenário
Cascone relata que votou favoravelmente ao texto-base, mesmo discordando de pontos específicos, para preservar o debate. Entre as críticas, ele cita a exclusão de temas como o fim dos conselheiros vitalícios e discorda da taxa prevista para conceder voto ao sócio do Fiel Torcedor.
Contratação de parentes e irregularidades processuais
Em outro trecho da entrevista, o ex-secretário geral declara oposição à contratação de parentes de conselheiros, salvo exceções de “notória especialização”. Ele mencionou o advogado Luiz Felipe Santoro como exemplo técnico justificável.
Sob a ótica jurídica, Cascone considera ilegal a sessão de 23 de março que afastou Tuma da presidência do CD. Segundo ele, não houve apresentação formal de acusação nem garantia de defesa, ferindo princípios constitucionais.
- Ausência de processo escrito
- Votação sem contraditório
- Possível retorno de Tuma ao cargo em pauta
Para o conselheiro, o acúmulo de episódios semelhantes incentiva pedidos de intervenção externa, pois a comunidade alvinegra perde confiança na capacidade de o Parque São Jorge resolver seus próprios conflitos.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que o texto-base da reforma foi rejeitado?
O plenário considerou que o projeto não contemplava mudanças cruciais, como o fim dos conselheiros vitalícios, além de alegar falta de debate artigo por artigo.
Qual o próximo passo após a rejeição?
Uma nova comissão pode ser formada ou o atual grupo retomará as audiências públicas para reformular o texto antes de levá-lo novamente à votação.
Há chance de Tuma voltar à presidência do CD?
Circulam rumores de revogação do afastamento, mas qualquer retorno depende de nova deliberação formal do Conselho.
Quando os sócios poderão votar diretamente?
O direito de voto ao Fiel Torcedor consta da proposta, mas envolve cobrança de taxa de manutenção; o tema ainda será rediscutido.
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Em resumo, o impasse sobre a reforma do estatuto do Corinthians expõe a urgência de transparência e diálogo aberto entre conselheiros e associados. Continue navegando pelo site para ficar por dentro dos próximos capítulos dessa novela política.


