Assembleia Geral Corinthians domina o noticiário e, ao acompanhar o caso de perto, eu percebo que um novo pedido judicial pode barrar a votação da reforma do Estatuto marcada para 20 de junho.
O conselheiro e advogado Felipe Ezabella protocolou requerimento na 3ª Vara Cível do Fórum Regional do Tatuapé para suspender a Assembleia Geral (AG). Ele sustenta que o texto-base da reforma foi rejeitado pelo Conselho Deliberativo (CD) e, portanto, não poderia seguir para apreciação dos associados.
- Data da AG prevista: 20 de junho
- Autor da ação: Felipe Ezabella, conselheiro do clube
- Motivo alegado: equívocos jurídicos e rejeição prévia do texto-base
Assembleia Geral Corinthians: pedido na Justiça ameaça votação
No documento, Ezabella afirma que somente matérias aprovadas pelo CD podem ser submetidas à AG, regra que, segundo ele, foi ignorada. O advogado lembra que, em reunião no fim de abril, o texto-base sofreu reprovação e, mesmo assim, a diretoria encaminhou 15 itens destacados para decisão dos sócios.
Entre as críticas, o conselheiro cita:
- Elaboração de edital pelo então presidente do CD, Romeu Tuma Júnior, posteriormente desconsiderado;
- Composição da Comissão de Ética definida de forma pessoal pelo dirigente;
- Desrespeito ao estatuto vigente, que exigiria nova redação antes de levar o tema à AG.
Justiça decidirá futuro da reforma estatutária
A liminar atualmente em vigor, concedida em 22 de maio após solicitação de um grupo de sócios, mantém a realização da AG. O pedido de Ezabella busca revogar essa decisão do juiz Rafael Viotti Schlobach. Caso o magistrado aceite a nova manifestação, a votação será suspensa; caso contrário, o calendário segue inalterado.
- Conselho de Orientação (CORI), Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo já haviam rejeitado o texto-base;
- Edital de 5 de novembro de 2025 previa envio apenas de propostas aprovadas pelos conselheiros;
- Associados decidirão entre manter a rejeição ou aprovar a reforma, podendo ainda incorporar ou descartar os destaques.
Para o presidente em exercício do CD, Leonardo Pantaleão, a AG possui caráter soberano e não pode ser impedida de deliberar sobre “matéria estrutural e institucional”. Ainda assim, o clube aguarda a posição final da Justiça, que deve se pronunciar nos próximos dias.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que o conselheiro Felipe Ezabella pede a suspensão da Assembleia Geral?
Ele alega que o texto-base da reforma estatutária foi rejeitado pelo Conselho Deliberativo, violando a exigência de submeter à AG apenas propostas aprovadas pelos conselheiros.
O que acontece se a Justiça aceitar o pedido?
A Assembleia Geral marcada para 20 de junho será suspensa, adiando indefinidamente a votação sobre a reforma do Estatuto.
Continue acompanhando todas as atualizações do Corinthians em maisbola.com.br.
Resumo: um pedido judicial de última hora pode adiar a Assembleia Geral que decidirá o futuro do Estatuto do Corinthians. Fique ligado no site e confira as próximas definições!



