Atuações do Corinthians voltaram a repercutir depois do empate sem gols com a Chapecoense na Arena Condá, e eu, que acompanho de perto cada jogo, vi de perto como Yuri Alberto foi o ponto fora da curva em uma tarde de notas medianas.
A partida deste domingo, 07/04, marcou o retorno de alguns jogadores após lesão, testou peças da base e escancarou a dificuldade criativa do time longe de Itaquera. Apesar do placar zerado, o desempenho individual traz pistas importantes para o técnico, que poupou titulares e mexeu bastante na equipe.
Atuações do Corinthians: Yuri Alberto brilha em empate
O ge atribuiu notas que variaram de 4,5 a 7,0. O atacante Yuri Alberto, com 7,0, foi o mais bem avaliado, enquanto um dos jovens escalados entre os titulares recebeu 4,5 e não aproveitou a chance. No meio disso, a defesa oscilou, o goleiro segurou o zero no placar e o treinador acabou avaliado com 5,0.
Veja, a seguir, a radiografia completa das avaliações, quem se destacou e por que o Timão voltou para casa apenas com um ponto na bagagem.
Notas dos jogadores
Confira o balanço das atuações, sempre segundo a escala do ge (0 a 10):
- Goleiro – 6,5: fez duas boas defesas nas raras chegadas perigosas da Chapecoense e garantiu o empate.
- Lateral-direito – 5,0: pouco efetivo no apoio e sem grande brilho defensivo, mas não comprometeu.
- Zagueiro (1º) – 5,0: pendurado com dois cartões, entrou no segundo tempo e teve participação discreta.
- Zagueiro (2º) – 5,0: falhou em uma investida dos donos da casa na etapa final e também ficou sem destaque.
- Zagueiro (experiente) – 5,0: errou em alguns lances, porém foi seguro o bastante para evitar sustos maiores.
- Lateral-esquerdo – 5,0: mais preso na defesa, quase não apareceu no ataque.
- Meia articulador – 6,5: deu outra dinâmica ao setor ofensivo, distribuindo passes e movimentação até sentir o desgaste físico.
- Volante (1º reserva) – 5,0: entrou na segunda etapa e não alterou o panorama da partida.
- Volante (titular) – 5,0: desperdiçou boa oportunidade em bola parada, teve poucas ações de marcação e apareceu pouco com a bola.
- Meia de chegada – 6,0: arriscou chute perigoso aos 12 do primeiro tempo e manteve a competitividade no meio-campo.
- Ponta (reserva) – 5,0: minutos discretos em campo, sem peso no resultado.
- Rodrigo Garro – 5,5: quase fez um golaço de falta, organizou o jogo, mas perdeu chance clara após passe de Yuri Alberto.
- Atacante jovem – 4,5: recebeu oportunidade como titular e teve apresentação apagada.
- Reserva que não atuou – sem nota: participação muito curta para avaliação.
- Yuri Alberto – 7,0: voltou de lesão, levou perigo em finalização aos 12 do segundo tempo e serviu Garro em uma ocasião clara de gol.
- Técnico – 5,0: optou por time misto, viu bom início, mas a equipe caiu de rendimento e voltou a ter problemas de criação.
Como foi o jogo
O Corinthians entrou em campo com formações alternativas por decisão do treinador, que poupou nomes importantes pensando na sequência da temporada. Na primeira metade, o Timão controlou a posse e encaixou chegadas pelos lados. Aos 28, um dos volantes desperdiçou cabeceio após cobrança de falta de Rodrigo Garro. Já aos 12 da etapa inicial, o meia de chegada quase abriu o placar em chute cruzado.
A Chapecoense, por sua vez, ameaçou pouco. Quando chegou, esbarrou em bom posicionamento do goleiro corintiano, que salvou em dois lances claros – sua nota 6,5 reflete a segurança exibida. O segundo tempo trouxe o retorno de Yuri Alberto. De cara, o camisa 9 exigiu defesa complicada do arqueiro catarinense. Pouco depois, serviu Garro em condição frontal, mas o armador finalizou para fora, desperdiçando a melhor chance.
Imagem: Divulgação
No geral, o time paulista concentrou ações pelo meio, sofreu com fadiga física do meia articulador que voltava de lesão e, sem inspiração nas pontas, não balançou as redes. Na zaga, duas falhas quase custaram caro, mas a Chape não aproveitou.
Por que o empate preocupa?
Além de manter o Corinthians na metade da tabela, o resultado ampliou a sequência recente de partidas sem vitória fora de casa. A dificuldade criativa é o ponto que mais chama atenção:
- Dependência excessiva de jogadas centrais.
- Pouca infiltração pelos lados mesmo com laterais de origem ofensiva.
- Baixo aproveitamento nas bolas paradas – Garro e o volante tiveram chances claras.
Com a maratona de jogos se aproximando e competições de mata-mata no horizonte, a comissão técnica terá de encontrar soluções para transformar volume de jogo em gols. O retorno de Yuri Alberto anima, mas o camisa 9 precisará de mais suporte criativo para que as chances se convertam em vitórias.
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Resumo: empate sem gols em Chapecó expôs novamente os problemas ofensivos do Corinthians, mas evidenciou a boa volta de Yuri Alberto, nota 7,0 e protagonista das melhores jogadas. Continue navegando pelo site e fique por dentro das últimas notícias, análises e bastidores do futebol brasileiro.


