Balanço 2025 do Corinthians em pauta: eu analisei o parecer emitido pelo Conselho de Orientação (Cori) e, logo de cara, o ponto central salta aos olhos — o clube fechou o último exercício com déficit próximo de R$ 150 milhões, mesmo com a aprovação das contas pelos conselheiros.
No encontro realizado na quarta-feira (22/04/2026), o Cori deu sinal verde, mas anexou uma série de ressalvas que serão enviadas ao presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão. Na próxima segunda-feira, o plenário vai decidir se confirma ou não o balanço assinado por Augusto Melo (até maio) e Osmar Stabile.
- Déficit: quase R$ 150 milhões no exercício 2025
- Quatro ressalvas da auditoria independente Parker Russell
- Dívida bruta atual: R$ 2,723 bilhões
Balanço 2025 do Corinthians: Cori aprova com ressalvas e aponta déficit
O parecer acompanha as conclusões da auditoria independente Parker Russell, que listou quatro pontos de atenção nas demonstrações financeiras alvinegras:
- Operação Estruturada – falta de informações suficientes sobre a Neo Química Arena
- Parcelamento PGFN – não aplicação do princípio da competência na transação tributária
- Controles internos – falhas na mensuração de caixa, fornecedores, direitos de imagem e adiantamentos
- Registro contábil – ajustes de exercícios anteriores lançados de forma incorreta no patrimônio líquido, sem reapresentação comparativa
A maior contestação envolve o acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O Corinthians obteve desconto de 46,6% em uma dívida de R$ 1,2 bilhão, reduzindo-a para R$ 679 milhões e impactando o endividamento total em aproximadamente R$ 217,4 milhões.
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Incerteza sobre a continuidade operacional preocupa
A assinatura oficial do acordo, registrada em 2 de fevereiro de 2026, gerou divergência: a auditoria entende que, em 31 de dezembro de 2025, a dívida estava subavaliada e, consequentemente, o patrimônio líquido superavaliado. A diretoria, por sua vez, argumenta que o acerto já estava concluído no fim do ano, mas esbarrou no recesso bancário de 31/12 e 01/01, sendo formalizado no dia 2 de janeiro.
- A auditoria cobra correção retroativa dos números
- Administração alega validação prévia do acordo ainda em 2025
- Órgão alerta para “incerteza relevante” na continuidade operacional
No relatório, os auditores enfatizam que a recuperação da rentabilidade, o retorno ao patrimônio líquido positivo e o aumento de caixa operacional dependem da execução de medidas estratégicas e de governança descritas na nota 1 das demonstrações.
Hoje, a dívida bruta corinthiana totaliza R$ 2,723 bilhões, montante que mantém o clube em estado de atenção máxima diante do cenário de alta exposição financeira.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
Qual foi o déficit do Corinthians em 2025?
O clube registrou déficit de quase R$ 150 milhões no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.
Por que o Cori aprovou as contas com ressalvas?
Porque a auditoria independente apontou quatro falhas: operação da arena, reconhecimento do parcelamento PGFN, ausência de controles internos adequados e lançamento incorreto de ajustes contábeis.
Qual o impacto do acordo com a PGFN na dívida?
O desconto de 46,6% reduziu a dívida tributária de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, diminuindo o passivo total em cerca de R$ 217,4 milhões.
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Em resumo, o Cori validou o balanço de 2025, mas as ressalvas da auditoria mantêm o alerta ligado: o clube precisa comprovar a sustentabilidade de suas finanças e reforçar a governança para afastar o risco de descontinuidade. Continue no Mais Bola e fique por dentro de tudo que mexe com o futebol brasileiro.



