Libra e Flamengo retomaram o diálogo nesta quarta-feira (7), durante assembleia na Gávea, e deram um passo concreto rumo à formação de uma liga única no futebol brasileiro. Eu acompanho esse tema de perto e percebi um clima bem diferente em relação ao impasse que se arrastava desde o fim do ano passado.
Quinze clubes integrantes da Libra participaram da reunião, a primeira após a disputa judicial iniciada pelo Rubro-Negro sobre a divisão de receitas de transmissão. O encontro definiu novos representantes, suspendeu a sessão para ajustes finais e, sobretudo, recolocou o Flamengo na mesa de negociações.
Libra Flamengo avançam para acordo e liga única ganha força
No encontro, Luiz Eduardo Baptista (presidente do Flamengo) e Raul Aguirre (CEO do Bahia) foram eleitos representantes oficiais dos clubes. Como suplentes, ficaram Harry Massis, do São Paulo, e Odorico Roman, do Grêmio. A assembleia foi classificada pela Libra como “reabertura de diálogo” e sinal de fortalecimento interno da associação.
Embora o debate sobre a nova proposta financeira para o Flamengo tenha ficado pendente, dirigentes destacaram que “não resta dúvida” sobre a evolução rumo a uma liga nacional em parceria com CBF e FFU. A sessão será retomada em data ainda a ser marcada – muitos presidentes viajaram nesta quinta (8) a Assunção para o sorteio da Conmebol.
Entenda o impasse sobre divisão de receitas
O atrito começou quando o Flamengo obteve no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro uma liminar que bloqueou R$ 77 milhões da Libra, montante depois reduzido a R$ 1,6 milhão, valor que caberia ao próprio clube. O Rubro-Negro questiona o critério de audiência previsto no estatuto da associação.
- Igualitário – 40 %: parcela fixa entre os nove clubes da Série A membros da Libra.
- Performance – 30 %: varia conforme a posição final no Brasileirão 2025.
- Audiência – 30 %: remuneração baseada em audiência de TV aberta, fechada e PPV.
O Flamengo alega que o contrato não determina a divisão por plataforma e que o conceito de audiência precisa de aprovação unânime. Desde janeiro, seis cenários foram debatidos sem consenso, levando às liminares e trocas de notas oficiais entre as partes.
Próximos passos para a liga única
Com a reaproximação, a Libra pretende concluir:
Imagem: Divulgação
- Revisão do critério de audiência, atendendo às demandas do Flamengo.
- Homologação dos termos com CBF e FFU para criar uma única Liga Nacional.
- Distribuição de verbas de 2025 em diante sem novas disputas judiciais.
A carta divulgada pela entidade ressalta a “reafirmação de unidade” e projeta “rápido avanço” na formatação da liga. Dirigentes avaliam que a presença de Baptista como representante facilitará futuras votações e reduzirá o risco de novas liminares.
Se concretizado, o acordo uniria dois blocos que ainda divergem: a própria Libra, com clubes como Palmeiras, Atlético-MG e Santos, e o Futebol Forte União, que reúne Corinthians, Fluminense, Internacional e outros. A expectativa é apresentar um modelo comercial único ao mercado de mídia até 2026.
Para quem acompanha a novela da criação da liga, o encontro na sede rubro-negra marcou a primeira vez que representantes das duas alas trocaram elogios públicos desde dezembro passado. A pauta incluirá ainda governança, fair play financeiro e teto de gastos para evitar desequilíbrios internos.
Resumo: a assembleia da Gávea recolocou Flamengo e Libra no mesmo campo, abriu caminho para um entendimento sobre a divisão de receitas e reforçou a possibilidade de uma liga única no futebol brasileiro. Continue acompanhando os desdobramentos em maisbola.com.br/flamengo para não perder nenhuma atualização.
Resumo da notícia: Reunião na Gávea aproxima Flamengo e demais clubes da Libra, e nova proposta financeira pode selar a criação de uma liga nacional.
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