Montegra cobra Botafogo — Acompanho há anos as movimentações financeiras dos clubes brasileiros e, desta vez, a notícia é que o fundo norte-americano Montegra Capital Resources entrou na Justiça para receber R$ 15,8 milhões da SAF do Botafogo.
O processo tramita na 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, apontando um empréstimo fechado em dezembro de 2025, durante a gestão de John Textor, mas formalizado apenas em abril de 2026.
- Valor reclamado: R$ 15,8 milhões
- Credor: Montegra Capital Resources (Flórida, EUA)
- Réu: SAF Botafogo
- Vara: 2ª Empresarial do TJRJ
- Garantias: direitos sobre futuras vendas de jogadores e créditos ligados ao grupo Eagle Football
Montegra cobra R$ 16 mi da SAF do Botafogo na Justiça
Segundo a petição inicial, o fundo alega não ter recebido nenhum pagamento referente ao contrato de empréstimo. Além disso, sustenta que a dívida não foi listada no plano de credores da recuperação judicial da SAF, etapa que, na avaliação dos advogados, não se aplicaria ao caso por envolver cessão fiduciária.
Os representantes legais do Montegra destacam decisões já consolidadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que respaldam a exclusão de garantias fiduciárias do âmbito de recuperações judiciais. Com isso, o fundo tenta antecipar eventuais contestações e manter a cobrança integral fora do processo coletivo.
Ação judicial detalha empréstimo e garantias
O documento protocolado descreve que o Botafogo cedeu como garantia:
- Percentuais de direitos econômicos de atletas ainda não negociados;
- Créditos futuros de contratos firmados por John Textor ou por empresas do grupo Eagle Football;
- Receitas provenientes de transferências internacionais.
A Montegra afirma que escolheu esses ativos por enxergar liquidez rápida no mercado da bola. O panorama, porém, mudou com o atraso nos pagamentos e a entrada do Botafogo em recuperação judicial, cenário que eleva a incerteza sobre o recebimento.
Sob a ótica do clube, a inclusão ou não dessa obrigação financeira no plano de recuperação pode redefinir prioridades de desembolso, já que a SAF negocia acordos paralelos para equilibrar o fluxo de caixa em meio às competições.
Imagem: Divulgação
Impactos possíveis para o Botafogo
- Fluxo de caixa pressionado: R$ 15,8 milhões não previstos no plano podem comprometer investimentos no elenco.
- Gestão Textor na berlinda: empréstimos fora do radar ampliam o escrutínio sobre contratos assinados em 2025-26.
- Ativos como garantia: eventual execução pode reduzir a fatia alvinegra em futuras transferências de jogadores.
Em paralelo, o departamento jurídico do clube estuda contestar a tese de que a cessão fiduciária inviabiliza o enquadramento da dívida na recuperação. Caso prevaleça a visão do Botafogo, a obrigação pode ser reescalonada, diluindo o impacto financeiro imediato.
Perguntas Frequentes
Por que o Montegra quer ficar fora da recuperação judicial?
Porque créditos garantidos por cessão fiduciária costumam ter prioridade e não sofrem desconto, aumentando as chances de recebimento integral.
O Botafogo corre risco de perder jogadores?
Não diretamente; porém, se a execução da garantia avançar, o clube pode ter de ceder parte de receitas de vendas futuras, reduzindo ganhos em negociações.
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Resumo: O fundo norte-americano Montegra Capital Resources exige R$ 15,8 milhões da SAF do Botafogo por um empréstimo firmado na gestão John Textor e não quitado. A cobrança, feita na 2ª Vara Empresarial do TJRJ, tenta afastar a dívida da recuperação judicial do clube, argumentando cessão fiduciária sobre direitos de jogadores. O desfecho pode influenciar fluxo de caixa e futuras vendas de atletas. Fique ligado e navegue em nosso site para mais atualizações.



