Nilo, artilheiro do Cruzeiro, chama minha atenção sempre que revisito as grandes histórias do futebol brasileiro.
Entre 1955 e 1957, o meia-direita mineiro acumulou gols pela Raposa e, em seguida, transferiu-se para o Palmeiras, antes de se tornar ídolo absoluto no interior paulista. Sua carreira reúne números expressivos, decisões polêmicas e o carinho eterno de torcedores de diferentes gerações.
Nilo, artilheiro do Cruzeiro, brilhou no histórico Palmeiras
Nascido em 1º de março de 1935, em Sete Lagoas (MG), Nilo Avelino Macedo começou a fazer história aos 21 anos, quando foi personagem central do título mineiro de 1956. Ele marcou o gol do empate por 1 a 1 contra o Atlético no primeiro duelo da final. A conquista só foi confirmada três anos depois, após longa disputa judicial, e acabou dividida entre os rivais.
Pelo Cruzeiro, o atacante disputou 77 partidas e balançou as redes 51 vezes, média de 0,66 gol por jogo. No Estadual de 1956, anotou 13 gols, um a menos que Pelau, artilheiro celeste daquela edição. Esses números garantiram a Nilo o 44.º lugar no ranking histórico de goleadores da Raposa.
Da Raposa ao Verdão: impacto imediato
Em julho de 1957, o desempenho consistente levou Nilo ao Palmeiras. Em apenas nove meses, ele disputou 32 partidas e marcou 16 gols. O ponto alto ocorreu em 8 de dezembro de 1957, quando fez quatro gols na vitória por 6 a 1 sobre o XV de Piracicaba, pelo Campeonato Paulista.
Curiosamente, o próprio XV tornou-se seu próximo destino. Para contratar o lateral-esquerdo Geraldo Scotto, o Palmeiras cedeu Nilo, o zagueiro Martin e uma quantia em dinheiro ao clube de Piracicaba. A relação entre Nilo e o XV renderia capítulos memoráveis.
Ídolo no interior paulista e legado eterno
Entre 1958 e 1964, o meia-direita disputou 320 jogos pelo XV de Piracicaba e marcou impressionantes 193 gols, mantendo a equipe na elite do Paulistão durante todo o período. Depois, ainda vestiu as camisas de Bangu, XV de Jaú, Ferroviária e Paulista de Jundiaí.
Imagem: Divulgação
Foi justamente em Jundiaí que Nilo alcançou status de lenda. Em 1968, liderou o Paulista ao título da Série A2, marcando no jogo decisivo. No ano seguinte, assumiu o comando técnico do time, registrando 76 partidas até 1972. Ao encerrar a carreira, decidiu fixar residência na cidade, onde faleceu em 16 de outubro de 1988, aos 53 anos.
- 77 jogos e 51 gols pelo Cruzeiro (1955-1957)
- 32 jogos e 16 gols pelo Palmeiras (1957-1958)
- 320 jogos e 193 gols pelo XV de Piracicaba (1958-1964)
- Campeão Mineiro de 1956 (título dividido)
- Campeão Paulista da Série A2 de 1968 como jogador do Paulista
- Treinador do Paulista em 76 partidas (1969-1972)
O reconhecimento na cidade de Jundiaí foi tanto que um complexo esportivo e uma rua receberam o nome Nilo Avelino Macedo. Até hoje, torcedores locais preservam a memória do atacante que soube brilhar em todos os gramados onde atuou.
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Resumo: Nilo saiu do Cruzeiro com média impressionante de gols, viveu fase artilheira no Palmeiras e virou ícone no interior de São Paulo, onde recebeu homenagens póstumas. Continue explorando o site e descubra mais trajetórias inspiradoras do nosso futebol.


