Novo gramado Allianz Parque marca a estreia da 7ª geração sintética do Palmeiras, após investimento de R$ 12 milhões e certificação Fifa.
Eu acompanho o dia a dia dos estádios brasileiros e fiquei impressionado com a transformação: foram quase quatro meses de obras, importação de materiais da Holanda e ajustes finos para que o piso ficasse o mais próximo possível da grama natural.
Novo gramado Allianz Parque: sintético de 7ª geração
O Palmeiras voltou a atuar em casa depois de 120 dias de paralisação no estádio, intervalo necessário para substituir completamente o antigo sintético. O processo incluiu a chegada de 9.000 m² de grama híbrida ao porto de Itajaí-SC, o transporte em carretas até São Paulo e a aplicação de uma base de cortiça — material ecológico que, desde 2024, substitui o termoplástico utilizado até o ano passado.
Segundo Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass, a nova superfície mantém regularidade do primeiro ao último minuto, garantindo desempenho de alto nível para os atletas e reduzindo as imperfeições comuns nos campos naturais.
Certificado internacional e melhorias estruturais
Antes da reabertura, um laboratório credenciado pela Fifa avaliou fatores como quique e rolagem da bola, absorção de impacto, planicidade, drenagem, tração e resistência. O resultado foi o selo Fifa Quality Pro, classificação máxima para gramados de futebol.
- Obra de R$ 12 milhões reforçou drenagem e sistema de amortecimento.
- Garantia de 5 anos, com manutenção anual estimada em R$ 500 mil — menos da metade do custo de um campo natural.
- Feltro protetor passou a ser instalado sob o tablado dos shows, prevenindo danos como os vistos após a apresentação de Taylor Swift em 2023.
O Allianz Parque recebeu, em 2025, 32 partidas de futebol, 27 shows e mais de 200 eventos corporativos, ultrapassando 2 milhões de visitantes. De acordo com Palmeiras e WTorre, esse calendário intenso inviabiliza a adoção de grama 100% natural.
Com a obra concluída, a equipe alviverde estreou o novo campo com vitória sobre o Mirassol. O técnico Abel Ferreira elogiou a uniformidade do piso, embora tenha voltado a criticar o calendário apertado do futebol brasileiro.
Imagem: Ricardo Magatti
No contexto de sustentabilidade, a cortiça, extraída da casca do sobreiro, apresenta melhor absorção de impacto e não sofre deformações com calor, problema que levou ao derretimento do antigo termoplástico em 2023. A coloração também foi ajustada para se aproximar ainda mais do tom de um gramado natural.
Resumo: o Allianz Parque agora conta com grama sintética de 7ª geração, obra de R$ 12 milhões, garantia de cinco anos e certificado Fifa Quality Pro, oferecendo desempenho uniforme e maior proteção em dias de show.
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