Pênalti de Jorginho sempre gera expectativa imediata na torcida do Flamengo, e eu, que acompanho o volante desde a passagem dele pelo futebol italiano, fiquei curioso ao descobrir a verdadeira origem desse pulinho marcante.
Em nove cobranças oficiais pelo Rubro-Negro, o meio-campista converteu todas, mas a técnica que desconcerta goleiros nasceu há uma década, durante uma simples brincadeira pós-treino no Napoli, envolvendo o zagueiro Henrique e o experiente goleiro Pepe Reina.
Pênalti de Jorginho: pulinho surgiu em treino no Napoli
O relato foi feito na última terça-feira (02/04), quando um grupo de torcedores rubro-negros se reuniu com Jorginho para receber a camisa usada na semifinal da Libertadores de 2023. Questionado sobre o gesto, o jogador explicou que tudo começou “por instinto” ao tentar zoar o companheiro de defesa Henrique durante uma disputa informal de penalidades.
Na ocasião, o volante pretendia usar a antiga paradinha, mas, ao se aproximar da bola, resolveu saltar segundos antes do chute. Surpreso, Henrique exigiu nova tentativa e, novamente, o goleiro foi vencido. No dia seguinte, diante de Pepe Reina e dos demais arqueiros do elenco, Jorginho repetiu o movimento três vezes consecutivas, reforçando que a eficácia se baseia em “questão de timing”.
Brincadeira virou assinatura de sucesso
Desde então, o pulinho transformou-se na assinatura do atleta em clubes e na seleção. No Flamengo, os números impressionam:
- 9 cobranças e 9 gols desde junho de 2023;
- Primeira batida decisiva aconteceu na final da Libertadores 2023;
- Último acerto foi no domingo (31/03), na final do Carioca, abrindo caminho para o 40º título estadual rubro-negro.
O índice perfeito reforça a confiança da torcida, que, segundo o próprio jogador, “já comemora antes da bola entrar”. A eficácia, contudo, não é fruto apenas do susto causado no goleiro. O volante relata dedicar sessões específicas de treino para ajustar a velocidade da corrida, a altura do pulo e o momento exato do disparo.
Em menos de um ano no clube, Jorginho empilhou troféus: Carioca (2024), Brasileirão (2023) e Libertadores (2023). A próxima oportunidade de exibir o recurso será nesta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, contra o Cruzeiro, em partida que marca a primeira semana de trabalho do técnico Jardim.
Imagem: Divulgação
Como funciona o pulinho na prática
De acordo com especialistas, o movimento quebra o padrão de leitura do goleiro, que costuma reagir ao deslocamento da perna de apoio. Ao saltar milésimos antes do contato, Jorginho força o adversário a se comprometer com um lado, abrindo espaço para a finalização consciente.
- Salto curto de um pé só, mantendo o tronco levemente inclinado;
- Olhar fixo no goleiro até o último instante;
- Chute rasteiro ou meia-altura, priorizando a margem de segurança.
Apesar da confiança, o volante admite que a cobrança não é infalível. “Tudo depende do ritmo do pulo; se errar o tempo, facilita a defesa”, afirmou aos torcedores, reforçando a importância do treinamento constante.
No domingo passado, o pulinho foi novamente decisivo: Jorginho abriu a série contra o Fluminense e ajudou o Flamengo a vencer por 5 a 4 nos pênaltis. A vitória consolidou o 40º título carioca do clube, reforçando a aura de invencibilidade do camisa 8 nas disputas diretas da marca da cal.
Para a torcida, cada nova partida é uma chance de ver o ritual inusitado que começou como uma simples brincadeira no gramado do centro de treinamento do Napoli e, hoje, se converteu em arma letal em jogos decisivos.
Resumo: o famoso pulinho no pênalti de Jorginho nasceu há 10 anos em um treino do Napoli, virou rotina de sucesso e sustentou 100% de aproveitamento no Flamengo. Continue acompanhando análises e novidades do Rubro-Negro em nosso canal dedicado ao Flamengo.



