RCE do Corinthians volta aos holofotes, e eu trago os detalhes logo de cara: a Justiça paulista recebeu a defesa do clube sobre a diferença de R$ 149,2 milhões em suas receitas de fevereiro e agora decide se aceita ou não os argumentos alvinegros.
- Juiz recebeu defesa apenas após cobrar documentos
- Clube justifica exclusão de três tipos de receitas
- Próxima etapa pode envolver parecer da administradora Laspro
RCE do Corinthians: juiz analisa divergência de receitas
O despacho que gerou repercussão foi assinado na quarta-feira pelo juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Ele exigiu esclarecimentos sob pena de instalação de um observador judicial. No entanto, a manifestação corinthiana já estava protocolada desde a terça-feira, quando os autos ainda não tinham retornado ao gabinete do magistrado.
Assim que tomou ciência da cobrança, o Corinthians reiterou, em nova petição na quinta-feira, que os documentos solicitados constavam no processo, indicando as páginas correspondentes. O clube também informou ter se reunido com a administradora Laspro no dia 20 para detalhar os dados financeiros.
Por que o valor informado ao RCE difere em R$ 149,2 milhões?
No cálculo inicial, o Corinthians declarou R$ 64,2 milhões como receitas operacionais de fevereiro, base para a parcela de março do RCE. A verificação da Laspro, porém, apontou R$ 213,4 milhões, diferença explicada pelo clube em três frentes:
- Operações financeiras – R$ 76,9 mi: adiantamentos, empréstimos e desbloqueios que, segundo o departamento jurídico, não representam receita operacional, pois geram obrigações futuras ou apenas liberam valores já existentes.
- Transferências internas – R$ 65,5 mi: movimentação entre contas de titularidade do próprio clube, considerada neutra no caixa.
- Negociação de atleta – R$ 6,8 mi: recursos de vendas de jogadores ou mecanismos de solidariedade, classificados como não recorrentes e destinados a leilões reversos previstos no regime.
Com esses ajustes, o Corinthians sustenta que o montante efetivamente passível de rateio aos credores segue o indicado inicialmente.
Próximos passos no processo do RCE
Agora, o juiz Lamêgo deve decidir se analisa de imediato os argumentos ou se solicita parecer da Laspro sobre a consistência das explicações. Entre as possibilidades estão:
- Confirmação do cálculo apresentado pelo clube
- Exigência de novos documentos ou correções
- Nomeação de observador caso persista discordância contábil
Caso credores manifestem objeções adicionais, o magistrado também poderá abrir prazo para contraditório antes de homologar qualquer valor. Por ora, o Regime Centralizado de Execuções segue vigente.
Imagem: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que é o RCE do Corinthians?
É um mecanismo judicial que centraliza execuções de dívidas, permitindo ao clube pagar credores em parcelas mensais calculadas sobre receitas operacionais.
Que valor o juiz questionou?
A diferença entre os R$ 64,2 milhões declarados pelo Corinthians e os R$ 213,4 milhões apontados pela administradora Laspro nas receitas de fevereiro.
O Corinthians pode ser punido?
Se o juiz entender que há inconsistências sem justificativa, pode nomear um interventor ou determinar ajustes imediatos, mas o regime não foi suspenso.
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Em resumo, a Justiça aguarda confirmações antes de validar os cálculos do Corinthians. Fique ligado em nosso site para atualizações em tempo real sobre este e outros assuntos do mundo da bola.



