Tite Neymar veio à tona logo na abertura da minha conversa com o leitor: o ex-treinador da Seleção reconheceu, sem rodeios, que a escolha da ordem dos pênaltis contra a Croácia na Copa de 2022 foi equivocada.
Ao avaliar friamente o episódio que culminou na eliminação do Brasil nas quartas de final, ele explicou por que deixara o camisa 10 para a última cobrança e como mudaria a estratégia hoje.
- Neymar deveria ter iniciado a série de pênaltis, segundo Tite.
- Técnico pretendia reduzir a pressão sobre o craque ao deixá-lo por último.
- Decisão foi inspirada no ouro olímpico de 2016, mas não funcionou em 2022.
Tite Neymar: técnico admite erro decisivo nos pênaltis
“Todas as críticas estão corretas. Eu errei”, resumiu o treinador ao relembrar a tarde de 9 de dezembro de 2022, no Estádio Cidade da Educação, no Catar. Tite contou que pretendia preservar Neymar do peso imediato da disputa, acreditando que o último chute carregaria a maior pressão. Hoje, admite que a lógica se mostrou falha.
O comandante destacou que considerar o histórico emocional do artilheiro, autor do gol decisivo nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, influenciou a decisão. Ainda assim, sublinhou: se voltasse no tempo, colocaria o camisa 10 para abrir a série.
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Detalhes da autocrítica de Tite sobre Neymar
Durante a entrevista, o ex-técnico foi além do lance dos pênaltis e abordou sua rápida saída de campo após a eliminação. Ele reafirmou que não se arrepende de ter ido direto ao vestiário, atitude que dividiu opiniões na época.
- Respeito ao adversário foi a justificativa para deixar o gramado rapidamente.
- Tite citou experiência semelhante em clássico pelo Corinthians.
- Treinador reconheceu, porém, arrependimentos em decisões da carreira.
Sobre o futuro, Tite evitou comentar qualquer possibilidade de retorno imediato à Seleção, mas disse acompanhar de perto a recuperação física de Neymar após a grave lesão no joelho. Para ele, a presença do atacante na pré-lista para a Copa de 2026 é “natural”, desde que o atleta esteja plenamente apto.
Números de Tite à frente da Seleção Brasileira
O ciclo entre 2016 e 2022 apresentou estatísticas expressivas:
- 82 partidas dirigidas
- 60 vitórias
- 15 empates
- 7 derrotas
- 81% de aproveitamento
Tite fez questão de frisar que, mesmo com alto índice de vitórias, pequenas decisões estratégicas — como a ordem dos batedores — podem determinar o sucesso ou o fracasso em torneios curtos como a Copa do Mundo.
Imagem: Peter rne
Perguntas Frequentes
Por que Tite deixou Neymar para a última cobrança de pênalti?
O treinador acreditava que o último chute sofreria maior pressão e queria que o camisa 10 fosse o responsável, inspirado no ouro olímpico de 2016.
O que Tite faria diferente hoje?
Determinaria que Neymar fosse o primeiro batedor da série, assumindo a dianteira na disputa contra a Croácia.
Tite se arrepende de ter saído de campo logo após a eliminação?
Não. Ele afirma que preferiu respeitar a dor do adversário, seguindo conduta que já adotara em outras ocasiões.
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Em resumo, Tite reconheceu publicamente o equívoco na gestão dos pênaltis, reforçando como detalhes definem destinos em Copas do Mundo. Continue navegando e descubra outras histórias exclusivas do futebol brasileiro.



