Torcida organizada do Corinthians entrou no CT Joaquim Grava na manhã desta sexta-feira (17) para exigir explicações de jogadores e dirigentes; eu cobri a movimentação de perto e senti o clima pesado que antecede o clássico contra o Santos.
Quinze líderes das principais uniformizadas foram autorizados a acessar as dependências do centro de treinamento logo após o penúltimo treino antes da partida de domingo, válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Eles queriam compreender a queda de rendimento que culminou em quatro jogos sem vitória e na eliminação precoce no Paulistão.
Torcida organizada do Corinthians cobra elenco no CT
Segundo relatos de funcionários, o grupo se reuniu com atletas, comissão técnica e membros da diretoria por cerca de 30 minutos. Yuri Alberto, artilheiro alvinegro, estava em campo participando da atividade e permaneceu para ouvir as críticas. Os torcedores reiteraram os gritos que ecoaram em Itaquera após a derrota por 2 × 0 para o Coritiba, na última quarta-feira: “Ou joga por amor ou joga por terror” e “Honra a camisa, de vagabundo o Corinthians não precisa”.
Com apenas sete pontos, o clube caiu para a décima colocação no Brasileirão e desperdiçou a chance de se manter no grupo de elite mesmo tendo dez dias livres entre os compromissos. O desempenho inconstante em 2024 já custou a vaga na reta final do estadual diante do Novorizontino.
Reação imediata após nova derrota
A visita foi a sequência direta da pressão iniciada ainda nas arquibancadas da Neo Química Arena. Irritada, a torcida pediu mais entrega, cobrou mudanças de postura e ameaçou protestos contínuos caso a performance não melhore já na Vila Belmiro.
- Quem participou: 15 líderes das principais torcidas uniformizadas.
- Quando: manhã de sexta-feira, 17 de maio.
- Onde: CT Joaquim Grava, zona leste de São Paulo.
- Motivo: sequência de quatro partidas sem vitória e eliminação no Paulistão.
- Próximo jogo: Santos x Corinthians, domingo, pela 6ª rodada do Brasileirão.
De acordo com interlocutores do clube, o diretor de futebol Allan reconheceu a legitimidade do protesto e disse compreender que “quem não quiser críticas, tem de jogar na Arábia”, numa alusão aos altos salários pagos no Oriente Médio. A afirmação repercutiu entre os atletas, apontados como responsáveis pela falta de intensidade exibida recentemente.
Entre os jogadores, a palavra de ordem é recuperação imediata. O atacante Memphis vive o maior jejum de gols desde que chegou ao Parque São Jorge, fato citado pelos torcedores durante a conversa. Já o técnico optou por manter o treino tático fechado para a imprensa, tentando ajustar o sistema defensivo que sofreu seis gols nos últimos quatro compromissos.
Imagem: Divulgação
Apesar do tom duro, não houve registro de agressões verbais ou físicas. A diretoria reforçou que a segurança no CT foi reforçada para evitar invasões fora de hora, mas ressaltou que reuniões organizadas, como a desta sexta, continuarão sendo permitidas quando solicitadas com antecedência.
Próximos passos antes do clássico
O elenco volta a treinar na manhã de sábado em atividade leve. No domingo, às 18h30, enfrenta o Santos na Vila Belmiro, palco onde não vence desde 2020. Uma nova derrota pode aumentar ainda mais a pressão interna e externa sobre jogadores, comissão técnica e diretoria.
O Corinthians soma duas vitórias, um empate e duas derrotas no Campeonato Brasileiro. Para continuar sonhando com a parte de cima da tabela, a equipe precisa repetir o bom início de temporada que a levou a ocupar o G-4 nas primeiras rodadas. Caso contrário, o clima de cobrança da torcida organizada tende a se intensificar ao longo das próximas semanas.
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Resumo: Lideranças das torcidas uniformizadas do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava nesta sexta-feira (17) e cobraram atletas e dirigentes após a derrota para o Coritiba; reunião durou cerca de 30 minutos e antecede o clássico com o Santos. Continue navegando pelo Mais Bola para ficar por dentro de tudo que acontece no futebol brasileiro.



