Zico defende gramado natural e, ao responder às críticas do auxiliar João Martins, do Palmeiras, reacende nesta sexta-feira a discussão sobre a qualidade dos campos no futebol brasileiro.
O eterno camisa 10 do Flamengo ironizou a comparação feita por Martins entre o gramado de São Januário e uma “plantação de batatas” e aproveitou para reforçar a preferência por superfícies naturais em vez de sintéticas.
Zico defende gramado natural e cutuca auxiliar do Palmeiras
Em entrevista exclusiva, o Galinho de Quintino declarou que um campo natural, mesmo imperfeito, “ao menos oferece um vegetal para a gente se alimentar”, alfinetando o uso de “plástico” nos gramados artificiais. A fala ganhou rápida repercussão nos bastidores, pois coloca um dos maiores ídolos do país no centro de um debate que já envolvia Renato Gaúcho e o próprio Palmeiras.
A polêmica começou após o empate entre Vasco e Palmeiras, quando João Martins reclamou do estado do gramado de São Januário. Ao classificá-lo como inadequado para futebol de alto nível, o auxiliar provocou reações imediatas de técnicos, dirigentes e ex-jogadores.
Como a discussão ganhou força
Logo depois da partida, Renato Gaúcho saiu em defesa do campo vascaíno e disparou contra o tapete sintético do Allianz Parque. O treinador do Vasco alegou que o futebol “nasceu na grama” e que os riscos de lesões aumentam em superfícies artificiais.
- Quem: Zico, Renato Gaúcho e João Martins.
- O que: debate sobre gramado natural x sintético.
- Quando: polêmica retomada nesta sexta-feira.
- Onde: bastidores do futebol brasileiro.
- Por quê: críticas ao campo de São Januário e defesa de modelos diferentes de superfície.
Para Zico, a conexão orgânica entre atleta e solo é indispensável. Ele reconhece que gramados naturais exigem manutenção complicada, mas argumenta que oferecem sensação de jogo mais segura e preservam a tradição do esporte.
Natural ou sintético: prós e contras em debate
Os clubes que adotam gramado sintético citam a resistência às chuvas, menor custo de manutenção e possibilidade de sediar shows sem danos. Já os críticos apontam:
- Maior atrito nas articulações, elevando o risco de lesões.
- Superaquecimento da superfície em dias de sol forte.
- Alteração na rolagem da bola e no tempo de reação dos jogadores.
Entidades como CBF e FIFA mantêm selos de qualidade específicos para cada tipo de piso, tentando padronizar parâmetros de segurança. Mesmo assim, a discussão permanece acesa, pois envolve elementos emocionais, financeiros e até identitários para os torcedores.
Impacto no planejamento do Palmeiras
Enquanto o debate segue, o Palmeiras foca no clássico contra o São Paulo pela oitava rodada do Brasileirão. A partida ocorrerá fora de casa, e o tema “gramado” volta à pauta interna: comissão técnica, diretoria e elenco discutem a adaptação às diferentes superfícies encontradas ao longo da competição.
Nos próximos dias, o Verdão treina na Academia de Futebol, que conta com ambos os tipos de piso para simular diferentes condições de jogo. A comissão pretende minimizar eventuais desvantagens, uma vez que o rival tricolor utiliza grama natural no Morumbi.
O que esperar daqui para frente
A fala de Zico deve intensificar a pressão sobre clubes e entidades para rever práticas de manutenção ou investimentos em gramados híbridos, alternativa que tenta combinar durabilidade ao contato orgânico da grama.
Independentemente do desfecho, o debate mostra como detalhes estruturais podem influenciar desempenho técnico, segurança dos atletas e até mesmo o espetáculo para o torcedor.
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Resumo: Zico reagiu às críticas de João Martins ao gramado de São Januário, defendeu a grama natural e reforçou a polêmica sobre superfícies sintéticas no futebol nacional. Continue navegando pelo Mais Bola e fique por dentro de tudo que rola dentro e fora dos gramados.



